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Um craque no Paraiso




Waldomiro Ferreira, nascido no dia 05 maio de 1934, aqui em Ibicaraí, filho de Maria Ferreira, conhecido como Mil Alfaiate, por exercer a profissão. Tem como ídolo Pelé, jogou no futebol ibicaraiense no final da década de 40 e década de 50 e 60, neste tempo jogou no Ibicaraí Esporte Clube, Penharol, Perola, Flamengo e Juventus, onde foi campeão em quase todos eles. Também foi técnico de algumas equipes, e da Seleção de Ibicaraí em 1970 em competições regionais. Fã de Obidulio Varela, fundou o Penharol em 1962 com as cores do Boca Junior da Argentina, time para o qual torcia. Até os ultimos dias da sua vida, continuou atuando na rara profissão de alfaiate, sempre atencioso com todos que a procurava para falar do futebol do passado, e tinha um acervo grande de fotos de jogadores e times do passado. Infelizmente no dia 29 de Setembro de 2018, ele veio a falecer.


João Crispim Machado de Farias, mais conhecido como “Bob Nelson”, pois, o mesmo era fã do ator e cantor que tinha o mesmo nome. Bob nasceu no dia 16 de junho de 1927, nascido em Pirangi, atualmente Itajuípe – Bahia, Foram mais de 50 anos de dedicação ao futebol, teve papel importante no futebol de ibicaraiense entre as décadas de 1960 e 1970 do século passado, na época era massagista e roupeiro, passou pelas principais equipes do nosso futebol, Guarani, Juventus, Santa Isabel, e o seu time do coração da época, o extinto Pérola.
No inicio dos anos 80 do século passado, foi morar na cidade de Itabela, extremo sul baiano, onde participou ativamente do futebol, como conselheiro. Tinha como time do coração, o Fluminense do Rio de Janeiro, infelizmente no dia 07 de março de 2013, o velho Bob veio a falecer, deixando muitas saudades, por ser uma pessoa do bem e de astral elevado.


Hélio Tavares de Souza, Nascido em Itabuna dia 13 de outubro de 1928, filho de Porfírio Tavares de Souza, que tinha armazém de cacau em Ferradas distrito de Itabuna, e que foi um dos administradores de Palestina, sua mãe Elvira Severino de Souza, que era sobrinha neta de Firmino Alves. Foi casado com Tereza Tavares, dessa união nasceram, Drª Monalisa Gonçalves Tavares, ex-Prefeita de Ibicaraí, Hélio Tavares Filho, Verena Tavares e Leonardo Tavares. Pepê, assim era conhecido, chegou aqui em Ibicaraí junto com sua família ainda criança. Filho de Fazendeiro continuou sendo assim, por toda vida, herança deixada pelo seu pai.

Teve participação ativa na politica local, foi vereador, e se tornou no dia 1º de fevereiro de 1972 o Presidente da Câmara de Vereadores de Ibicaraí, tendo o seu mandato encerrado em 31 de janeiro de 1973.
Pepê como era conhecido, foi um amante do futebol, marcou sua presença como jogador, dirigente, arbitro, além de patrocinador. Como jogador jogou no Fluminense de Raimundo Esteves, Como Dirigente de time, participou da Conquista do Perola F. Clube em 1967, Foi membro da Comissão de Sindicância da LILE na gestão de Jose Nery de Santana, de 22 de setembro de 1970 a 22 de setembro de 1971, Foi Presidente do Presidente do Santos Futebol Clube, equipe que se tornou campeã municipal em 1974, Foi um dos fundadores da Liga Ibicaraiense de Futebol, onde se tornou o terceiro Presidente, eleito em 14 de novembro de 1975, teve um mandato de quase três anos.

Na noite do dia 15 de agosto de 2015, veio a falecer, de forma trágica após inalar fumaça de um incêndio na residência, onde estava dormindo.


Euclides Rosalino dos Santos - O futebol de Ibicaraí durante a sua história, teve a participação de grandes homens no seu desenvolvimento, um deles foi Euclides Rosalino dos Santos. Nascido no dia 10 de agosto de 1916, em Salvador-BA., filho de Elpidio José dos Santos e de Rosalina Maria dos Santos. Ainda jovem se tornou funcionário da Fundação Serviço de Saúde Pública(FSESP), onde era enfermeiro. Trabalhou na cidade de Bom Jesus da Lapa, e com a implantação do órgão na nossa terra, ainda Palestina, chegou aqui em 1942, com 26 anos de idade.
No ano de 1945 com 29 anos de idade, casou-se com Maura Lima Santos, ela natural de Palestina, dessa união nasceu Terezinha Lima dos Santos Gonçalves, Selma Lima dos Santos, Sonia Maria Lima dos Santos e Euclides Rosalino dos Santos Filho. Mostrando ser, um homem empreendedor, implantou uma fábrica de Vinagre, e deu o nome de “Pérola”. Anos mais tarde em 1957, entrou no ramo farmacêutico, e montou uma farmácia de nome “Pérola”.
Mas, voltando no tempo já engajado e se tornando um dos entusiastas do futebol local, fundou no dia 2 de julho de 1953 o time de futebol, denominado Pérola Futebol Clube, no que se tornaria na maior equipe de futebol da época, e uma das maiores da história local. Conquistou os títulos 1953, 1954, 1955, 1960 e 1967, além de respeito por toda a região, onde jogava.
No mesmo ano de fundação do Pérola, no dia 7 de setembro de 1953, junto com outros desportistas ajudou a fundar a Liga Ibicaraiense Litéro Esportiva (L.I.L.E.), que em 28 de outubro de 1973 passou a se chamar Liga Ibicaraiense de Futebol. Foi eleito Presidente da entidade, no dia 12 de agosto de 1965.
Passado três anos de fundação da LILE, resolve ao lodo de companheiros de futebol, adquirir um terreno com Abdalla Temer Habib, cuja área de 150mt por 150mt, para a construção de campo de futebol, onde foi registrado no Cartório de Imóveis de Itabuna no dia 25 de outubro de 1956, no Livro 3 sob nº 15.202 folha 141.
Homem de vida social ativa foi presidente do Clube Social de Ibicaraí, cuja sede era onde hoje funciona a sede dos Correios. Em 27 de dezembro de 1960, foi eleito presidente do Clube dos Comerciários, biênio 1961/1962, detalhe é que, dos 47 sócios aptos a votar, obteve 45 votos, seu mandato durou até o dia 20 de julho de 1963.
Em 10 de janeiro de 1965 foi eleito presidente da Sociedade Beneficente dos Artistas de Ibicaraí, parao biênio de 1966/1967. Teve passagem rápida na politica nos anos 50, onde foi eleito Vereador, mas renunciou. Foi Venerável Mestre da Loja Maçônica Obreiros do Areópago de Ibicaraí.
Prestes a completar Bodas de Prata do Matrimônio com sua esposa, ele veio a falecer no dia 4 de novembro de 1970, deixando um legado, para as futuras gerações.
Após a construção do Estádio de Futebol, em sua inauguração em 22 de outubro de 1973, de forma mais do que merecida, foi dado o seu nome, hoje os desportistas chamam de Euclidão. “Palco maior das grandes emoções, templo sagrado do nosso futebol”.


Nicécio Bráulio Dantas, natural de Acajutiba – BA, nasceu no dia 1º de abril de 1922, e chegou aqui no inicio da década 1940, ainda Palestina, casou-se com Rosalina Pereira Dantas, dessa união nasceram Rosabel Pereira Dantas, Maranhão Pereira Dantas, Marcianita Pereira Dantas, Rosenice Pereira Dantas, Gilmar Pereira Dantas, Lunara Pereira Dantas e Nicécio Bráulio Dantas Filho, fora esses teve mais três do primeiro casamento.

Sempre na luta em favor do futebol local, ao lado de outros desportistas fundou a Liga Ibicaraiense Litéro Esportiva, isso em 7 de setembro de 1953, em 13 de maio de 1964 foi eleito Vice-Presidente, numa chapa encabeçada por Atanagildo Morais de Assis, em 23 de março de 1966 tornou-se Presidente,  ocupou diversos cargos em diretorias posteriores, foi Presidente do Flamengo Força Jovem, fundou o Super Champion Futebol Clube, onde atuou como treinador,  sócio fundador do Clube dos Quarenta no ano de 1973.

Também foi arbitro formado pela Escola de Árbitros da Federação Bahiana de Futebol, onde atuou na arbitragem local, nos jogos validos pelo campeonato municipal.

Lamentavelmente em 8 de abril de 1987, ele veio a falecer, deixando aqui um exemplo de dedicação no desenvolvimento do futebol da Terra Santa.



Nascido no dia 31 de março de 1931, aqui em Ibicaraí, Alberto Barbosa dos Santos (Betinho), começou a jogar futebol ainda criança no antigo campo, onde hoje fica localizada a Igreja Matriz Senhor Menino na Praça Regis Pacheco, com a mudança do campo para onde fica a Rua Josias Santos, com 18 anos de idade defendeu o Fluminense de Raimundo Esteves, e aos 20 anos defendeu o Flamengo de Hercílio Nunes, mas, veio se destacar e se consagrar no Perola Futebol Clube de Euclides Rosalino dos Santos, onde em 1954 sagrou-se campeão ao vencer o seu grande rival, o Flamengo por 1 X 0, com gol marcado pelo atacante Raimundo.
Defendeu a Seleção de Ibicaraí em memoráveis atuações no antigo campo da Fazenda São Salvador pertencente a Ursulino Teixeira, formando um meio de campo com o não menos talentoso, seu irmão Nem, formando o maior meio de campo de todos os tempos. Paralelo ao futebol foi funcionário publico Federal por 40 anos na Fundação SESP, onde se aposentou, depois de prestar relevantes serviços.

Faleceu no dia 21 de dezembro de 2015, aqui em Ibicaraí, deixando saudosos os amantes do nostálgico futebol ibicaraiense.


Filiciano Moreira da Conceição “Café”, nascido no dia 09 de junho de 1968, na hoje atual, Rua José de Oliveira Matos, aqui em Ibicaraí, começou ainda criança a jogar futebol na estrada de chão batido no antigo Bode Capado, aos 10 anos, no campo da Fazenda Estrela da Paz, de propriedade de Dr. Carlos, hoje Bairro Delfino Guedes, começava a sua trajetória dentro do futebol.

Atuava na posição de zagueiro, muito eficiente e perfeito no seu posicionamento dentro de campo, ao lado de Washington Assunção, Dinho, Nininho, Neném, Oster, Veio Dinha, Binho, Bico e outros, fez parte do grande time do mesmo nome da fazenda, “Estrela da Paz”.

Em 1984 aos 16 anos fez parte da equipe campeã Juvenil do Guarany Esporte Clube, jogando ao lado de jogadores que  depois viriam a brilhar no nosso futebol a exemplo de, Madalena, Leleta, Pizula, Chê e Oster, time que era treinado pelo grande desportista Gilberto Maciel, já felecido.

Em 1987, aos 19 anos fez parte de um dos melhores times de futebol da nossa terra, o 22 de Outubro, Em 1990, se profissionalizou-se, e foi jogar no Itabuna Esporte Clube, e disputou o campeonato baiano daquele ano.

Devido a sua postura, talento e profissionalismo, e observado pelo Ex-jogador de futebol, hoje empresário Gil Lima, foi levado para o futebol europeu, para jogar na equipe Belga, do Royal Football Club Seraing, começou no time B, devido a voluntariedade e esforço foi promovido para o time principal, durante 4 anos, vivia uma ascensão dentro do futebol. Mas, sua carreira foi interrompida prematuramente devido a problemas de saúde, e no dia 12 de abril de 1996, com apenas 28 anos de idade, veio a falecer, lamentável para quem tanto tinha ainda a dar ao futebol. 


Raimundo José dos Santos, mais conhecido como Cabila, nascido no ano de 1943, no distrito de Piranjí, município de Ilhéus, hoje Itajuípe. Aos cinco anos de idade, junto com seus familiares, transferiu-se para o distrito de Palestina, hoje Ibicaraí, onde fixou residência na Rua Gileno Amado.

Ainda jovem despertou-se para o futebol, e foi no antigo campo, localizado na Fazenda São Salvador, de propriedade de Ursulino Teixeira as margens do Rio Salgado, Cabila começou a mostrar o seu talento no futebol. Jogava como atacante, habilidoso, bom posicionamento na área, e finalizava como poucos, dizia os futebolistas da época “Ele transformava o improvável em gol”.

Aos dezenove anos de idade, foi para Salvador em busca de novas oportunidades, lá, ingressou na Policia Militar, onde passou a fazer parte do time de futebol da Corporação. Em 1965, com vinte e dois anos de idade, volta a Ibicaraí, se junta a família Calazans, e passa a defender as cores do Guarany Esporte Clube, onde atuou por mais de dez anos, também defendeu a Seleção de Ibicaraí.

Em 1976, aos trinta e três anos de idade, encerra suas atividades futebolísticas como atleta, mas, seguiu atuando na arbitragem por alguns anos. Em 1993 aos 50 anos ele veio a falecer, deixando os amantes do futebol saudosos.


Arlindo Ambrósio Mateus Filho, ou simplesmente Arlindo, nascido em 25 de outubro de 1966, aqui em Ibicaraí, ainda criança descobriu o talento pelo futebol jogando no antigo Campo do Barrinho, em frente ao atual Batalhão de Policia.

Talento descoberto teve passagem pelas Escolinhas do Flamengo Força Jovem, de Waldemir Rodrigues o Merica, e logo após jogou no Santos do saudoso Gilberto Maciel.
Em 1982, com 16 anos de idade, teve a sua primeira oportunidade no futebol amador e sendo campeão pelo Bahia, time fundado pelo saudoso Arnúzio Melo, chegou a ser campeão Municipal no mesmo ano. Jogador de técnica apurada, inteligente e chutes forte, estas eram virtudes dele que atuava como meio campista.

Fora de Ibicaraí, jogou no Itapuí da cidade de Itororó, nos Juniores do Itabuna Esporte Clube, chegando a ser aprovado no Esporte Clube Vitória, mas, preferiu jogar no Joinvile de Santa Catarina na categoria sub-20, onde sagrou-se campeão da categoria. Logo após foi efetivado na equipe profissional, onde atuou em duas temporadas. De volta a Ibicaraí, participou de campeonatos Municipais e Seleção.

Em seguida começa a participar do Campeonato interno do Clube dos Quarenta, o foi campeão Shop e Cia., bicampeão do SAAE. No dia 14 de novembro de 2012, veio a falecer, deixando o futebol ibicaraiense mais pobre.



Agnaldo dos Santosconhecido como Pelé, nascido no dia 28 de abril de 1954, na antiga rua do Cacau(hoje Castro Alves), aqui em Ibicaraí, começou a jogar futebol em frente ao Centro Educacional de Ibicaraí (hoje Ressurgir), na Praça Justino Marques, descoberto por Sebastião José dos Santos(Bebé), e logo foi convidado a jogar no Santos, lateral direito de oficio, boa técnica, sempre dedicado nos treinamentos, e responsável.

Em 1975 foi convocado para a seleção que é considerada por muitos, como a melhor de todos os tempo, para a disputa do Campeonato Intermunicipal do mesmo ano, onde sagrou-se vice campeão. Pelé defendeu a seleção ibicaraiense por mais de dez anos.

Aqui no futebol ibicaraiense, além de Santos passou por equipes como Santa Isabel em 1970, Independente em 1976, Juventus em 1977, 22 de Outubro em 1978, e Guarany Esporte Clube campeão em 1981.


Faleceu no dia 06 de junho de 2006, na cidade de Salvador. Deixando esposa, filhos, parente, amigos, e uma legião de apaixonados por futebol saudosos das sua belas atuações no gramado do Euclidão principalmente.

Jorge Alberto Resende Santos, conhecido como Jorjão, nascido aqui em Ibicaraí, no dia 11 de setembro de 1955, filho de D. Santa e de João Crua (Ex-goleiro do Pérola, time extinto do futebol ibicaraiense), irmão dos craques do passado Lulinha e Dadau.

Zagueiro de boa técnica, viril quando necessário, começou a jogar futebol ainda criança, defendeu as cores do  Santos de Bébe, Bahia, Guarany Esporte Clube, time do seu coração, onde conquistou o campeonato de 1981. Defendeu a seleção ibicaraíense nas sua melhores campanhas, a de 1975 quando foi vice campeão, e a de 1982 quando sagrou-se campeão. Em 1977 com passagem pela seleção de Ipiaú onde foi campeão do Intermunicipal, detendo assim, a marca de o único jogador ibicaraiense a ser campeão por duas seleções diferente.


Jorjão faleceu na cidade de São Paulo, no dia 05 de dezembro de 2009, onde residia, mas, deixou a marca de ter sido um dos melhores jogadores de todos os tempo do futebol ibicaraiense, deixando uma lacuna , que dificilmente será preenchida.


Nivaldo Oliveira Melo, nasceu no dia 6 de maio de 1926, em Pirangi, na época Distrito de Ilhéus, hoje Itajuipe, filho de Doroteu Melo Oliveira e de D. Francisca Esteves de Oliveira.
Chegou em "Palestina", hoje Ibicaraí, no ano de 1932, casou-se com Idalice Martins de Santana, de quem ficou viúvo.
Contraiu segundas núpcias com Hélia Vieira Melo, com quem teve vários filhos, netos e bisnetos.
Poeta de grande sensibilidade, foi recebido pelo "Grande Arquiteto do Universo", "Deus", no Dia do Poeta, 14 de março de 2012.

Nivaldo Melo era o último Maçôn, fundador da Loja Maçônica Obreiros do Areópago, nº 33 de Ibicaraí, onde ocupou todos os cargos, inclusive de Venerável Mestre.

No dia 14 de fevereiro de 2012, recebeu em sua residência, o Presidente do Clube dos Poetas de Itabuna, jornalista Adeildo Marques e do sócio do Clube, jornalista Joselito dos Reis, os quais lhe brindaram com algumas de suas poesias. Nivaldo retribuiu a singela homenagem com uma de suas poesias publicada em seu livro "OS VERSOS DE UMA HISTÓRIA" em seu único exemplar feito pelo amigo Danilo, da Digiart's.
"Craque do futebol, começou a jogar na escola, depois em grandes equipes do nosso futebol, dos 15 aos 30 anos, e destacava o titulo do Ibicaraí Futebol Clube em 1949 como o titulo memorável, defendeu as cores do Pérola de Euclides Rosalino dos Santos, seu grande amigo, Flamengo de Hercílio Nunes, e o Fluminense de ItabunaNivaldo Melo era um zagueiro de técnica refinada como pouco se viu por aqui, isso lhe valeu a convocação para a seleção ibicaraiense em jogos amistosos na região, por varias vezes, já que na época não havia competições oficiais. 

Um fato marcante é que, onde jogava a torcida aplaudia sempre, ressaltava que foi convidado para jogar em outras cidades mas, a sua fidelidade ao futebol local não permitiu aceitar. Como o futebol não tinha a visibilidade como nos dias atuais, ele preferiu deixa-lo e se dedicar ao trabalho, no Instituto de Cacau da Bahia, Modesto & Irmãos, e Banco da Bahia. Mais tarde abraçou a atividade comercial, com a Loja A Garota ( Louças, vidros etc.) e Armazém Junco (Comércio de secos e molhados, e produtos rurais).

Dedicado a família e amigos, gozou de grande conceito na sociedade ibicaraiense, diga-se de passagem merecido, como um dos homens mais respeitados desta terra, pelo seu caráter e pela sua honestidade, tornando-se uma referência para todos."





José Néri de Santana, nasceu no dia 26 de setembro de 1929, aqui em Ibicaraí, filho do senhor Pedro Soares Santana e dona Josefa Néri de Santana. Quando jovem trabalhou de mecânico, onde entendia tudo da mecânica dos carrões da época.

Na década de 50 foi a São Paulo para trabalhar, passou pouco tempo por lá, pois, o destino tinha reservado Ibicaraí, sua terra natal para servir. Em 1962, casou-se com Márcia Lessa de Santana, onde teve uma convivência de 12 anos, e com ela teve Margareth Lessa Néri de Santana (in-memórian), Wagner Lessa Néri de Santana, mais conhecido por Maguel, e Marconi Lessa Néri de Santana. Nesta época trabalhava no Cartório de Registro, na qualidade de tabelião.

No final da década começou a trabalhar na Câmara de Vereadores, onde ficou por 41 anos até a sua aposentadoria. Anos mais tarde teve uma convivência com a senhora Tânia, com quem teve mais uma filha, Maria Heloisa Néri de Santana.

Em 1980 foi para a cidade de Potiraguá, para trabalhar na Prefeitura local, paralelo as suas atividades de servidor publico municipal, exerceu a função de professor de Geografia, História e OSPB. Lá em Potiraguá, ficou por 16 anos, mas nunca deixava de vim semanalmente a Terra Santa, foi quando em 1996 voltou definitivamente.

O futebol na vida de Zé Néri apareceu ainda jovem quando o mesmo era jogador, era muito veloz, o que lhe rendeu o apelido de Curisco. Mas, lamentavelmente não pode prosseguir jogando devida uma contusão, que lhe tirou das competições como atleta.

Aí foi quando surgiu um dos maiores, se não o maior dirigente de futebol de Ibicaraí, em vida ficou ligado ao futebol ibicaraiense por 55 anos de dedicação. Na época em que faleceu era considerado o dirigente de mais tempo em atividade no interior da Bahia.

Esteve a frente de quase tudo em que se refere ao esporte; foi presidente do Clube dos Comerciários, presidente da Sociedade Montipio dos Artistas de Ibicaraí, presidente do Pérola Futebol Clube, presidente da AESI Atlético Clube, presidente do Guarany Esporte Clube, foi diretor do Clube dos Quarenta, presidente da Liga Ibicaraiense Lítero Esportiva, assim era chamada a Liga de futebol na época, onde foi o ultimo presidente.

Em 1973 foi um dos fundadores da Liga Ibicaraiense de Futebol, entidade atual, e como não poderia ser diferente, foi o primeiro presidente, onde depois foi mais cinco vezes, foi vice outras vezes, e secretário outras mais. Coincidência ou não, quando faleceu ocupava a presidência da Entidade, onde exercia o cargo por amor ao futebol, sua grande paixão.

Gozava de boa saúde, e não sentia absolutamente nada, fazia caminhadas diariamente, dentro do Estádio Euclidão, local onde esteve presente, boa parte de sua vida.

No dia 21 de dezembro de 2008, o ícone do futebol ibicaraiense faleceu, deixando órfão o nosso futebol. Só nos restando a saudade de quem tanto fez, e será lembrado por todos nós eternamente. Na missão de levar adiante o seu maior sonho, de ver o nosso futebol cada vez mais forte.


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Agradecimentos:

Carlos Lima, Nivaldo Melo+, Miu Alfaiate, Waldir Montenegro, José Raimundo Dias, Adelmo de Tota, Ionaldo Nunes, Eduardo Miranda, Idma Monteiro, Valtaire Alves Moreira, Agnor Barbosa, Jerry Adriane, Antônio Raumundo, Sr. Dedé, João Messias, Ernane Vasconcelos, Naziozênio Raimundo, Idalicio Pascoal, Erasmo Carlos, Péricles Araújo, Carlos Barbosa, Waldemir Rodrigues, Josevan Alves Dias, Edvaldo Moreira da Silva, Ronilson Menezes, Luiz Moura, Antônio Narciso, João Leal, Vivaldo Assunção, Raimundo, Mimi, Mano e Nelito de Floresta Azul, Agnaldo Gama, Josuel Nunes da Cruz, Antônio Lins de Araújo, Profº Julival Pereira, Uracy Costa, Ubaldo Costa, Domingão do Andrezão, José Gilvan Santos, Raimundo da Vila, Profª Márcia, Zé Mago (Faz. Estrela da Paz), Raimundo Nascimento, Aldair Campos, Givaldo Taxista, Morcher do Paraguaçu, Antônio Macário Filho, João Machado, Edmundo Gonçalves, Noélia Costa, Joselito Leal, Jorge Fernandes, Claudionor José de Lima, Ordival Gama, Adonai PM, Adilson da Mata, Portugal Alfaiate, Jardel Oliveira, César Bernardino, Gilson Ribeiro, Waldir (Neném), Elias Dias, Raimundo Conceição, Guilherme da Bandeirantes, Rita Braitt, Tonico e Lali Brito, Dona Rosalina, José Pereira, Edna Cardoso (SESP), Eduardo Reis, Dona Hélia, Paulo Roberto Dias, César Ribeiro, Elpidio Bispo, Moisés Calazans, Regis da Feira, Leda Alves, Álvoro Caldas, Mário Abreu, Rodrigo Conceição+, José Sebastião dos Santos, Arnaldo Esteves, Zenildo Cerqueira (Quiquinho +), Antônio Macedo, Murilo Benevides, Reinalto Souza.

Depoimento:

Eu acompanhei a incansável luta de Sandoval Novais, para a realização desta obra, que tanto engrandece o passado e o presente da história futebolística da nossa querida Ibicaraí. Através desta imensurável força de vontade, é que a pesquisa aqui publicada torna - se um abrir de olhos, em relação à atenção, com que devemos tratar às gerações futuras que hão de se envolver com o esporte, aqui o leitor (a) encontrará a real narrativa, verdadeiramente encontrará a informação colhida literalmente na fonte, sempre narrada a partir de personagens que atuaram diretamente na história é isto que dá notoriedade e credibilidade a esta obra. Sou testemunha das privações a que Sandoval teve que se submeter por amor ao esporte, mas graças a sua perseverança é que o mundo hoje, tomar conhecimento dos bravos heróis do nosso esporte, esta narrativa certamente será imortalizada, e com certeza, em um futuro próximo teremos o reconhecimento e apoio aos atletas da nossa querida Ibicaraí – Bahia.

Mais um pouco da história

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